sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Vivas à Liberdade de Expressão

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Brasil, 1984, fim da Ditadura do Regime Militar. 1984, abertura política. Imagina-se a conquista da liberdade; fazer-se livre; manifestar idéias, opiniões e pensamentos livremente; o povo diz ao Regime Civil "eu quero; tu deves". Donas de si, classes antagônicas e de lados políticos opostos, agora maduros, acontecem na história. Brasil, 1984, triunfo da democracia. Esquecimento, inocência, afirmação, possibilidade e início. Burguesia e proletariado perdem seu sentido histórico e se unificam em povo brasileiro. Porém... esse triunfo envelheceu. Sofreu de envelhecimento precoce. Em cada um de seus 45 anos, crise. Aquilo que se pretendia realizar, nasceu póstuma. Envelheceu sem se realizar: o fim da luta de classes.

Vivas à liberdade de expressão! Contra a estupidez não há mel mais doce do que o que conhecemos via a liberdade de expressão. Com ela confirmamos o que muito é feito para ser ocultado: a raridade das opiniões próprias. Opiniões sempre decorrem da posição que se ocupa ou do lugar que se tem origem. Tudo o que é expresso ressoa e ecoa o que, ao seu redor, já foi pensado, falado, elogiado e censurado. Seria muito ousado ou absurdo pensarmos que luta de classe jamais houve? Seria muito ousado ou absurdo pensarmos que, o que sempre houve, foi a luta entre as castas que lutam por direito e as castas que lutam por manter privilégios?

Pois bem, ouçamos a livre manifestação de pensamento de Boris Casoy e, voltemos às questões acima sugeridas, para tentarmos respondê-las.




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