segunda-feira, 23 de março de 2009

A AUTODETERMINAÇÃO como condição de existir, irrevogável.

Um comentário
Desde 1968 na 1ª Conferencia Mundial dos Direitos Humanos afirma-se a necessidade de eliminação de processos e práticas de dominação geopolítica. A vertente internacional propugna a quase um século pelo reconhecimento do direito de todos os povos à autodeterminação. A comunidade internacional representada no círculo das Nações Unidas reivindica a libertação de todos os povos do domínio e da opressão interna e externa. (porém, de modo a estabelecer a velha democracia de base ao mesmo tempo em que não se deve procucar estabelcer novas fronteiras políticas.)

Mas quando os povos reclamam a si o direito de autodeterminação esbarram na conservadora perspectiva das relações internacionais e dos constructos convenientemente estabelecidos para que a autodeterminação seja apenas um conceito cercado de condições e restrições materiais. (pois esbarram em suas clássicas estruturas estatais e em suas conceções despóticas do poder.)

O direito de todo povo de decidir sobre seu estatuto político, seu sistema jurídico, seu modelo econômico e suas práticas culturais não ecoa por todos os espaços nem alcança todos os povos. (pois não há um processo de democratização, de redistribuição justa de recursos econômicos e de independência dos meios de comunicação e de educação nos países que exercem, de maneira hegemônica, seu poder sobre o territórios desses povos. além das insistentes disseminações da subserviência, tanto no nível institucional quanto individual, promovidas por instituições tradicionais.)

Que o digam os povos de nações sem estado!

Ainda hoje, a liberdade e a autonomia consistem, contraditoriamente, em objetos distantes, mas permanentemente alvejados e incansavelmente perseguidos. (suas identidades ainda não são reconhecidas por sistemas jurídicos e constituições dos países a que estão submetidas. direitos culturais e de idioma não são protegidos por lei. As escolas não são livres para implantar currículos eletivos. São restringidas a organização e a liberdade de manifestação. Não há a inclusão dos grupos étnicos minoritários no processo decisório. Faz parte ainda da estrutura estatal o policiamento de povoados e movimentos sociais. )

Aos povos que lutam por autonomia e independência de modelos tradicionais (hegemônicos, de cultura, economia e de política) que lhes retiram o direito de autodeterminação, a nossa solidariedade, o nosso respeito e nossa colaboração:

Nosso protesto: QUE A DEMOCRACIA SEJA RADICAL .... (Se a forma de organização política de nosso país for a democracia, que ela seja radical, para que aceitemos todas as outras formas que não ditatoriais.)

Nossa voz: APOIO INCONDICIONAL .....

aos povos Andinos, País Mapuche, Aborígenes Australianos, da Papua Ocidental, Baluquistão, Palestina, Curdistão, Chechênia, aos povos da Amazônia, ciganos, quilomboloas, do Sahara Ocidental, Galícia, País Basco, Catalúnia, Corsica, Sardinia, Tamil, Friuli, Vale Aosta, Ocitânia, Britânia, Cornwall, País de Gales, Escócia, Ilhas Faroes, Lapônia, Quebec, Porto Rico, Guadalupe, Martinica e Guiana Francesa.

Um comentário :

Aristhoteles disse...

Galera do Instituto Autonomia, gostaria que dessem uma olha nisso, pois como defendemos uma palestina livre de Israel, seria interessante publica essa imagem nesse blog.

A imagem é de um atirador israelense vestindo uma camisa com um desenho de uma mulher Palestina gravida e uma especie de mira em sua direção, com os seguintes dizeres: "1 tiro, duas mortes".

Entra e veja:
http://midiadosoprimidos.blogspot.com/2009/03/1-tiro-dois-mortos.html